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Stairway Cinema é uma instalação artística concebida pelo coletivo de design experimental OH.NO.SUMO e que consiste numa ideia muito simples: um toldo sobre uma escada transforma-a numa mini-sala de cinema.

A instalação foi colocada num local considerado “ruim de esperar” por não ter espaços destinados para a interação social, apesar de situado próximo de pontos de ônibus e lavanderias, onde habitualmente se passa tempo em espera.

Em vez de cada um se isolar no seu celular, Stairway Cinema proporciona uma experiência de espera comunitária, social e divertida. Os vídeos exibidos são curtas-metragens partilhadas nas redes sociais e recomendadas pelos utilizadores.

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Duas iniciativas inspiradoras:

 

Architecture for Humanity

Uma rede aberta formada por arquitetos, designers, engenheiros e afins, do mundo inteiro, unidos para melhorar as condições de vida de pessoas que vivem em situação de risco, especialmente. Fundada em 99 em New York, não tem fins lucrativos; dão, recebem e compartilham design. Para viabilizar essa rede construíram o Open Architecture Network.

 

La Calderería

Um coletivo multidisciplinar que identifica demandas e propõe soluções para a melhoria de comunidades através de processos participativos, promovendo a cidadania. Estão localizados em Valencia – Espanha, e se auto intitulam como um laboratório de cultura emergente e economia social. Contam com um galpão abandonado cedido através de uma espécie de arrendamento, onde em troca oferecem a própria reforma e manutenção do edifício além de serviços para a comunidade. A ocupação desse espaço está sendo feita através de concursos de projetos.

 

Aqui no Brasil temos muitos ingredientes: enorme déficit habitacional e de justiça social, mercado incipiente para a economia criativa, alta criatividade e capacidade de inovação, cidades novíssimas com tudo por se fazer, mercados em ascensão. O que pensam – e o que fazem – nossos arquitetos, urbanistas, designers, engenheiros… diante essa realidade? Conheço algumas iniciativas brasileiras, na maioria das vezes ainda muito flageladas pelas dificuldades de um mercado restrito, elitizado e conservador. Irei mostrá-las nos próximos posts. Você conhece alguma? Vamos partilhar?


Ainda enquanto relia o maravilhoso livro da Jane Jacobs – Morte e Vida de Grandes Cidades – descobri na internet mais uma faceta dessa jornalista e ativista do urbanismo: passeios guiados pela cidade, numa determinada vizinhança, com o objetivo de fazer com que as pessoas conheçam o ambiente em que vivem, conheçam as pessoas e se relacionem. Principalmente: fazer com que as pessoas se reconheçam em suas cidades.

Depois de ações espalhadas por todo o mundo, especialmente na América do Norte e Europa, São Paulo é a única cidade na América Latina que já teve uma versão desse passeio guiado. O projeto – Jane’s Walk – inclui ainda um programa com ferramentas de mobilização comunitária para melhorar o fator ‘walkability’ de vizinhanças.

>Vale o click, vale a leitura integral do livro que é referência para o planejamento urbano pós-moderno, vale a reflexão: o que podemos fazer para tornar nossa cidade mais agradável, receptiva, acessível, ‘caminhável’?

Há alguns anos acontece em Lisboa, durante todo o verão, o Out Jazz. Todos os domingos, cada mês num parque diferente, são montados palcos pelos jardins da cidade para shows de jazz. Neste ano acrescentou-se ainda as noites de sextas-feiras, abrindo a curtição dos finais de semana.

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Ir a um jardim público, numa tarde quente de domingo ou numa inspiradora noite de sexta-feira, para ouvir ótima música na companhia colorida de todas as tribos: famílias inteiras, turistas, hippies, punks, ressacados e animadinhos, todos protagonistas de uma forma altamente bem sucedida de ocupar a cidade.

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Crowdfunding em Bogotá financia o maior arranha-céu do país.

Um arranha-céus co-financiado por milhares de pessoas from FidiGlobal on Vimeo.