Archives for posts with tag: arte de rua

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Semana que vem, dia 24 de Outubro, Goiânia completa 81 anos de ocupação do cerrado. Para comemorar, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás convidou vários criativos, coletivos e descolados para comporem uma agenda de atividades que convidem à ocupação da capital. De 11 de Outubro a 2 de Novembro teremos várias atividades gratuitas, lúdicas, cívicas e deliciosas celebrando a cidade que somos e refletindo sobre a cidade que estamos construindo dia-a-dia.

A Sobreurbana ocupa Goiânia em duas ações:

Uma delas é a Escola de Parklet com o Instituto Mobilidade Verde-IMV, num curso de 17 a 19/10 no espaço mais criativo da cidade, o Coletivo Centopeia.

Mas… Parklet é o que mesmo? É um prolongamento da calçada, como uma mini praça sobre uma ou duas vagas de estacionamento. Uma proposta lançada em São Francisco/ EUA, para discutir sobre uma redistribuição do espaço urbano entre carros e pessoas. Ano passado o IMV fez o primeiro parklet em São Paulo e neste ano já conseguiu que a prefeitura regulamentasse a execução desse mobiliário urbano na cidade, através do Decreto 55.045/2014. Esperamos com essa ação, exercitar nossa imaginação sobre a qualidade dos espaços públicos de Goiânia e abrir o caminho para a construção de parklets aqui no cerrado. Quem quiser se inscrever, envie um e-mail para info@sobreurbana.com informando nome, telefone, idade e profissão/atividade. Mas corra porque são só 24 vagas!

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A outra é uma Prototipagem de Intervenção Urbana na Praça Universitária, que a Sobreurbana vai desenvolver no decorrer de todos esses dias. Prototipagem? Sim, e significa exatamente o que o termo quer dizer: experimentação. É uma nova tendência na feitura de espaços públicos, segundo o preconizado pelo placemaking e o urbanismo táctico, na tríade ‘mais leve, mais rápido e mais barato’.  A ideia é experimentar soluções, sendo o experimento já uma proposta de uso imediato, que ao longo do tempo vai sendo legitimada ou não pelas pessoas, para uma posterior intervenção definitiva, se for o caso. Quer um exemplo? A Sobreurbana participou no mês passado da 1º Oficina do Cidades para Pessoas onde prototipamos uma intervenção na Passarela Rebouças, em São Paulo, que resultou no projeto Passanela, lançado no Catarse para financiamento coletivo.

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Junto à entrada do Palácio da Cultura, na Praça Universitária da capital goiana (parte de cima da praça), temos instalados desde abril dois painéis do projeto Before I Die, os quais substituiremos por uma nova brincadeira que também buscará interação com os transeuntes através da escrita e da leitura. Acompanhe nosso trabalho lá no local ou aqui em nossa página.

Participe e ocupe sua cidade, todos os dias, todas as ruas. Seja a sua cidade!

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Before I Die é um projeto de arte global que nos convida a refletir sobre nossas vidas e a compartilhar nossas aspirações pessoais num espaço público. O projeto foi iniciado por Candy Chang nas paredes de uma casa abandonada em New Orleans. Após a morte de um ente querido, a artista Candy Chang passou um longo período de luto e depressão profunda. A ideia da morte alterou-lhe por completo suas perspectivas do que realmente importava e desejou criar um mural que a lembrasse disso todos os dias, e queria também saber o que seus vizinhos e amigos desejavam da vida. Obteve permissão para pintar o exterior de uma casa abandonada no seu bairro e cobriu-a com tinta de quadro negro. De seguida escreveu repetidamente “Antes de morrer eu quero _______.” e deixou giz para quem quisesse completar a frase. No dia seguinte a parede já se encontrava totalmente preenchida. Publicou algumas fotos nas redes sociais e de imediato recebeu centenas de pedidos de pessoas que queriam reproduzir o projeto nas suas comunidades. Desde então, Before I die já foi apresentado em 30 idiomas e em mais de 65 países, incluindo várias cidades do Brasil.

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A ideia de trazer este projeto pela primeira vez para Goiânia surgiu após um convite do jovem artista Marcelo Dakí para fazermos uma proposta de ocupação artística que ampliasse as vivências dos visitantes da sua exposição Legião. Com a permissão do Museu de Arte de Goiânia, afixamos dois painéis gigantes em duas paredes pichadas junto à entrada principal do Palácio da Cultura. O resultado foi surpreendente e imediato, apresentando uma enorme adesão por parte de muita gente, independentemente da idade ou classe social. Sem qualquer tipo de censura, sem depredação, estas paredes que são constantemente fotografadas e limpas assim que ficam preenchidas, ecoam toda uma multiplicidade de sentimentos, desejos, ódios e reflexões que caracterizam os frequentadores daquele espaço público.

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Quando os cidadãos se mobilizam, fazem a diferença. Foi o que aconteceu com o túnel pedonal de Alcântara, em Lisboa: uma passagem subterrânea que dá acesso à estação ferroviária de Alcântara-Mar e à zona das docas, que era suja, isolada e perigosa, muitas vezes evitada pelos pedestres… e é agora atração turística. A Associação Portuguesa de Arte Urbana é quem se encontra por trás desta intervenção que transformou este não-local numa vitrine das paisagens, monumentos e edifícios emblemáticos da cidade. “É quase uma vista de 360 graus sobre Lisboa”, diz o representante da associação.

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Com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e patrocínios de cerca de 50 mil reais em tintas e spray, a Associação Portuguesa de Arte Urbana contou ainda com a ajuda de mais de 400 voluntários para cobrir as paredes do túnel, incluindo moradores e trabalhadores da zona, e mesmo turistas do Canadá, Alemanha, França e Brasil. A autarquia, por seu lado, renovou a iluminação no local, resolveu os problemas ao nível do escoamento de águas pluviais, para travar as infiltrações e prepara o próximo passo, que inclui a melhoria das acessibilidades e instalação de um café com palco para espetáculos.

Confira aqui a reportagem televisiva.

É com muito orgulho que anunciamos a concretização da nossa primeira sede!

Juntamo-nos a um grupo de pessoas empreendedoras e colaborativas, em uma casa incrível, decorada por uma rica coleção de objetos antigos e interessantes, a Casa 7.

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Um dos curiosos cantinhos da Casa 7, venham ver?!

Para dividir essa alegria com todos que, como nós, acreditam no poder da criatividade das multidões, vamos abrir as portas da Casa 7 e ocupar a rua, oferecendo uma programação cheia de interações com a cidade. Dia 07 de dezembro, aguardamos todos vocês para o Casa 7 Aberta, numa rica tarde de sábado, a partir das 16h.

A primeira atividade confirmada tem selo canadense e tempero goiano: o Jane’s Walk Goiânia.  O projeto Jane’s Walk promove passeios comunitários para discutir sobre a qualidade do ambiente urbano e a forma com que nos relacionamos com ele, construindo assim vizinhanças fortes e criativas. O projeto foi criado em 2007 em Toronto por amigos da lendária Jane Jacobs, autora do célebre livro “Morte e Vida das Grandes Cidades”. Desde então já foram realizadas mais de 600 edições no mundo inteiro, inclusive uma em São Paulo, em 2011.

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Avenida Cora Coralina. Como habitar?

E pra combinar melhor com nosso novo lar, em breve teremos nossa nova identidade visual, que está sendo preparada com muito carinho e estilo pela talentosa Sophia Pinheiro.

Aguardem!

O Complexo Biourban Bairro Amarelo, idealizado e conduzido pelo cientista político e artista plástico Jefferson Anderson, utiliza a arte e o fortalecimento da cidadania como meios de transformação da comunidade. O projeto, já  premiado internacionalmente, começou com a ocupação de uma escadaria, transformando-a num lugar de convivência, possível pela integração entre os moradores. Hoje o complexo inclui além da escadaria, um centro polifuncional público e uma ocupação habitacional em um prédio antes inutilizado.

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Em Belo Horizonte, a centenas de quilômetros do mar, uma praia no centro da cidade: a Praia da Estação. Ocupação iniciada em 2010, fortemente motivada por um decreto municipal que proibia eventos de qualquer natureza na Praça da Estação. Desde então a praia de BH reúne animados banhistas todos os sábados. Tamanho foi o sucesso que no ano seguinte o prefeito sancionou a Lei da Praça Livre, liberando os espaços públicos de BH para pequenos eventos. Para continuar vencendo outras batalhas urbanas, os banhistas mantém o bronzeado e o posicionamento político, sol a sol, decreto após decreto: a praça é do povo.

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O que essas duas iniciativas têm em comum? Militância urbanística! Sonhos de ocupação, realidades de resistência.

 

 

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E se pudesse oferecer a fachada cinzenta e envelhecida da sua casa a um artista para a embelezar? O projecto Color+City junta numa plataforma proprietários e grafiteiros com o objetivo de proporcionar espaços autorizados para estes últimos mostrarem legalmente a sua arte e contribuirem para ruas mais coloridas e mais bonitas na cidade.

O proprietário que queira doar o espaço só tem de se inscrever no site do projeto, indicar a localização e juntar fotos e autorização. Os artistas interessados só têm de reservar o seu espaço de preferência e dar largas à sua arte. O projeto está disponível para todo o Brasil!

Descubra mais no vídeo abaixo: