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De 08 a 13 de setembro deste ano foi realizada em São Paulo a 1ª Oficina do Cidades para Pessoas. Para quem ainda não conhece ainda, o Cidades para Pessoas é um projeto jornalístico que reúne em um banco de dados, experiências e iniciativas coletadas em cidades da Europa e da América do Norte voltadas para a humanização das cidades. Isso mesmo: como tornar nossas cidades mais atraentes ao uso e ao convívio entre pessoas? Essa pergunta levou a jornalista Natália Garcia a duas viagens financiadas coletivamente (aqui no Catarse), a observar as cidades consideradas bem-sucedidas nesta matéria, reunir seus bons exemplos e espalhar essas ideias aqui no Brasil.

Depois de alguns anos viajando todo o Brasil para mostrar o que ela viu lá fora e chamar a nossa atenção para o potencial de nossas cidades, a Natália propôs, dentro do Festival CoCidade, a 1ª Oficina do Cidades para Pessoas. A oficina buscou, numa escala local, prototipar ideias que melhorassem a qualidade e o uso de algum lugar público da cidade de São Paulo, onde ela aconteceu. Para as atividades, foi selecionado um grupo de 20 pessoas, das mais diversas áreas de atuação, do Brasil e do mundo, do qual a Sobreurbana fez parte.

Passarela_Reboucas

Durante uma semana, nós exploramos a cidade para localizar problemas e potenciais urbanos e então prototipar uma ideia e formatar um projeto de financiamento coletivo para viabilizá-la. Ufa! Foram dias muito intensos mas muito ricos. Nosso local escolhido: a passarela para pedestres sobre a Av. Rebouças que dá acesso ao Incor. Nossa missão: transformar aquele espaço em um lugar.

Com metas diárias, o grupo da oficina tentou primeiro compreender a dinâmica do espaço: passamos umas boas horas no local, conversando com as pessoas, desenhando a passarela em todos os seus ângulos e detalhes, observando os fluxos de deslocamento das pessoas para compreender porque elas a evitavam, e buscando confirmar com os transeuntes as nossas próprias percepções sobre os problemas e potencialidades do espaço.

A partir daí, prototipamos com um mínimo de recursos financeiros e tempo, soluções para fornecer sombra, lugar para sentar, contato com o verde, oportunidades para contemplação da paisagem e expressão de emoções, além de sugestões de deslocamento, incentivando as pessoas a usarem a passarela ao invés de se lançarem por baixo dela no meio do alto tráfego de veículos, e a usarem todos os seus dispositivos como as escadas e os elevadores.

O resultado está registrado no projeto Passanela, lançado no Catarse durante a feira do Festival CoCidade, para financiamento coletivo da intervenção que já prototipamos e testamos para enfim ativarmos aquela passarela, oferecendo às pessoas uma melhor experiência naquele espaço urbano. Com o objetivo de inspirar e apoiar a ativação de todas as passarelas do país, uma das recompensas oferecidas a quem apoiar o projeto no Catarse, é um guia com o passo-a-passo que percorremos na oficina e uma consultoria com um dos participantes.

Se você acredita no poder que nós pessoas temos de transformar nossas cidades a nosso favor, visite nosso projeto, apoie, leve essa ideia para seus amigos e para a passarela mais próxima de você. Nossa campanha fica no ar no Catarse até o dia 18/10/14.