Archives for category: Ações que inspiram

10421491_751552394920694_4659584529014366149_n

A campanha Plante Uma Árvore trabalha em prol da recuperação das regiões devastadas da Serra do Gandarela, segunda maior floresta de Mata Atlântica de Minas Gerais e o mais amplo território de cangas ferruginosas do Brasil.

10734228_751550251587575_3122127382361895837_n

A Serra do Gandarela localiza-se a 40 km de Belo Horizonte, em meio a Serra do Caraça e a Serra da Piedade, entre os municípios de Barão de Cocais, Caeté, Santa Bárbara, Rio Acima, Raposos e Itabirito. Encontra-se degradada devido ao monopólio da mineração, que devasta todos os seus biomas naturais de mata atlântica e vegetação rupestre, e que também coloca em risco as Bacias Hidrográficas que abrangem o Gandarela – Rios Doce/Piracicaba e São Francisco/Rio das Velhas. Devido a essa degradação, a Ikebana Flores em parceria com o Coletivo Cirandar estão chamando atenção da sociedade para a importância dessa Serra, realizando seu terceiro ano de plantio com mais de 300 parceiros, entre eles guest post* no site SOS Mata Atlântica, Instituto Estrada Real e Programa Território Animal. A cada publicação, uma muda nativa é plantada pela própria Ikebana Flores em um local devastado pela mineração na Serra do Gandarela.

10849949_751549081587692_2018550483894509102_n

Acompanhe o mapeamento das áreas dos plantios realizados e confira as fotos do último plantio. Esse ano, 2015, o plantio será próximo aos mananciais da região, em resposta a não preocupação do monopólio da mineração com a crise hidríca.

Até o próximo plantio. SEMEIE ESSA CAUSA VOCÊ TAMBÉM!

* Por Thais Alessandra – Coletivo Cirandar

10404877_1488863278056973_796709240294348696_n[1]

Semana que vem, dia 24 de Outubro, Goiânia completa 81 anos de ocupação do cerrado. Para comemorar, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás convidou vários criativos, coletivos e descolados para comporem uma agenda de atividades que convidem à ocupação da capital. De 11 de Outubro a 2 de Novembro teremos várias atividades gratuitas, lúdicas, cívicas e deliciosas celebrando a cidade que somos e refletindo sobre a cidade que estamos construindo dia-a-dia.

A Sobreurbana ocupa Goiânia em duas ações:

Uma delas é a Escola de Parklet com o Instituto Mobilidade Verde-IMV, num curso de 17 a 19/10 no espaço mais criativo da cidade, o Coletivo Centopeia.

Mas… Parklet é o que mesmo? É um prolongamento da calçada, como uma mini praça sobre uma ou duas vagas de estacionamento. Uma proposta lançada em São Francisco/ EUA, para discutir sobre uma redistribuição do espaço urbano entre carros e pessoas. Ano passado o IMV fez o primeiro parklet em São Paulo e neste ano já conseguiu que a prefeitura regulamentasse a execução desse mobiliário urbano na cidade, através do Decreto 55.045/2014. Esperamos com essa ação, exercitar nossa imaginação sobre a qualidade dos espaços públicos de Goiânia e abrir o caminho para a construção de parklets aqui no cerrado. Quem quiser se inscrever, envie um e-mail para info@sobreurbana.com informando nome, telefone, idade e profissão/atividade. Mas corra porque são só 24 vagas!

10698696_1489442754665692_1406193608003889819_n[1]

A outra é uma Prototipagem de Intervenção Urbana na Praça Universitária, que a Sobreurbana vai desenvolver no decorrer de todos esses dias. Prototipagem? Sim, e significa exatamente o que o termo quer dizer: experimentação. É uma nova tendência na feitura de espaços públicos, segundo o preconizado pelo placemaking e o urbanismo táctico, na tríade ‘mais leve, mais rápido e mais barato’.  A ideia é experimentar soluções, sendo o experimento já uma proposta de uso imediato, que ao longo do tempo vai sendo legitimada ou não pelas pessoas, para uma posterior intervenção definitiva, se for o caso. Quer um exemplo? A Sobreurbana participou no mês passado da 1º Oficina do Cidades para Pessoas onde prototipamos uma intervenção na Passarela Rebouças, em São Paulo, que resultou no projeto Passanela, lançado no Catarse para financiamento coletivo.

1512403_446465895455720_7818039202593124416_n[1]

Junto à entrada do Palácio da Cultura, na Praça Universitária da capital goiana (parte de cima da praça), temos instalados desde abril dois painéis do projeto Before I Die, os quais substituiremos por uma nova brincadeira que também buscará interação com os transeuntes através da escrita e da leitura. Acompanhe nosso trabalho lá no local ou aqui em nossa página.

Participe e ocupe sua cidade, todos os dias, todas as ruas. Seja a sua cidade!

10614394_936623189686285_6623249911441167001_n

De 08 a 13 de setembro deste ano foi realizada em São Paulo a 1ª Oficina do Cidades para Pessoas. Para quem ainda não conhece ainda, o Cidades para Pessoas é um projeto jornalístico que reúne em um banco de dados, experiências e iniciativas coletadas em cidades da Europa e da América do Norte voltadas para a humanização das cidades. Isso mesmo: como tornar nossas cidades mais atraentes ao uso e ao convívio entre pessoas? Essa pergunta levou a jornalista Natália Garcia a duas viagens financiadas coletivamente (aqui no Catarse), a observar as cidades consideradas bem-sucedidas nesta matéria, reunir seus bons exemplos e espalhar essas ideias aqui no Brasil.

Depois de alguns anos viajando todo o Brasil para mostrar o que ela viu lá fora e chamar a nossa atenção para o potencial de nossas cidades, a Natália propôs, dentro do Festival CoCidade, a 1ª Oficina do Cidades para Pessoas. A oficina buscou, numa escala local, prototipar ideias que melhorassem a qualidade e o uso de algum lugar público da cidade de São Paulo, onde ela aconteceu. Para as atividades, foi selecionado um grupo de 20 pessoas, das mais diversas áreas de atuação, do Brasil e do mundo, do qual a Sobreurbana fez parte.

Passarela_Reboucas

Durante uma semana, nós exploramos a cidade para localizar problemas e potenciais urbanos e então prototipar uma ideia e formatar um projeto de financiamento coletivo para viabilizá-la. Ufa! Foram dias muito intensos mas muito ricos. Nosso local escolhido: a passarela para pedestres sobre a Av. Rebouças que dá acesso ao Incor. Nossa missão: transformar aquele espaço em um lugar.

Com metas diárias, o grupo da oficina tentou primeiro compreender a dinâmica do espaço: passamos umas boas horas no local, conversando com as pessoas, desenhando a passarela em todos os seus ângulos e detalhes, observando os fluxos de deslocamento das pessoas para compreender porque elas a evitavam, e buscando confirmar com os transeuntes as nossas próprias percepções sobre os problemas e potencialidades do espaço.

A partir daí, prototipamos com um mínimo de recursos financeiros e tempo, soluções para fornecer sombra, lugar para sentar, contato com o verde, oportunidades para contemplação da paisagem e expressão de emoções, além de sugestões de deslocamento, incentivando as pessoas a usarem a passarela ao invés de se lançarem por baixo dela no meio do alto tráfego de veículos, e a usarem todos os seus dispositivos como as escadas e os elevadores.

O resultado está registrado no projeto Passanela, lançado no Catarse durante a feira do Festival CoCidade, para financiamento coletivo da intervenção que já prototipamos e testamos para enfim ativarmos aquela passarela, oferecendo às pessoas uma melhor experiência naquele espaço urbano. Com o objetivo de inspirar e apoiar a ativação de todas as passarelas do país, uma das recompensas oferecidas a quem apoiar o projeto no Catarse, é um guia com o passo-a-passo que percorremos na oficina e uma consultoria com um dos participantes.

Se você acredita no poder que nós pessoas temos de transformar nossas cidades a nosso favor, visite nosso projeto, apoie, leve essa ideia para seus amigos e para a passarela mais próxima de você. Nossa campanha fica no ar no Catarse até o dia 18/10/14.

IMG_3382

Quando os cidadãos se mobilizam, fazem a diferença. Foi o que aconteceu com o túnel pedonal de Alcântara, em Lisboa: uma passagem subterrânea que dá acesso à estação ferroviária de Alcântara-Mar e à zona das docas, que era suja, isolada e perigosa, muitas vezes evitada pelos pedestres… e é agora atração turística. A Associação Portuguesa de Arte Urbana é quem se encontra por trás desta intervenção que transformou este não-local numa vitrine das paisagens, monumentos e edifícios emblemáticos da cidade. “É quase uma vista de 360 graus sobre Lisboa”, diz o representante da associação.

IMG_3397

Com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e patrocínios de cerca de 50 mil reais em tintas e spray, a Associação Portuguesa de Arte Urbana contou ainda com a ajuda de mais de 400 voluntários para cobrir as paredes do túnel, incluindo moradores e trabalhadores da zona, e mesmo turistas do Canadá, Alemanha, França e Brasil. A autarquia, por seu lado, renovou a iluminação no local, resolveu os problemas ao nível do escoamento de águas pluviais, para travar as infiltrações e prepara o próximo passo, que inclui a melhoria das acessibilidades e instalação de um café com palco para espetáculos.

Confira aqui a reportagem televisiva.

Detroit-after-60-years-of-Progressives1_24002ccd70b487147e1ef774ae48b70d

A falência de Detroit foi um sinal claro do que pode acontecer a uma cidade que depende unicamente da indústria. O que chegou a ser o maior centro mundial de fabrico de automóveis tornou-se numa cidade fantasma que perdeu metade da sua população nos últimos 50 anos e onde cerca de um terço de todos os seus edifícios estão abandonados.

Mas o que parecia ser o fim pode afinal ser um novo início: a agricultura urbana parece ter começado a ocupar os espaços abandonados pela indústria falida. Um empresário local comprou recentemente 600,000 m2 de terra à cidade de Detroit com opção de compra de mais 700,000 m2, tendo-se comprometido a demolir todos os edifícios abandonados e plantar árvores no seu lugar. O Banco da America anunciou também os seus planos para demolir 100 casas e doar a terra para agricultura urbana, que tem sido prática comum de muitos dos residentes que lá permaneceram

lafayette

Muitos não acreditam que estes esforços resultem na recuperação da cidade e certamente não conseguirão resolver todos os seus problemas, mas é um passo importante em direção a uma cidade mais sustentavel e autossuficiente. E um sinal de esperança para o futuro.

O Complexo Biourban Bairro Amarelo, idealizado e conduzido pelo cientista político e artista plástico Jefferson Anderson, utiliza a arte e o fortalecimento da cidadania como meios de transformação da comunidade. O projeto, já  premiado internacionalmente, começou com a ocupação de uma escadaria, transformando-a num lugar de convivência, possível pela integração entre os moradores. Hoje o complexo inclui além da escadaria, um centro polifuncional público e uma ocupação habitacional em um prédio antes inutilizado.

biourban2

biourban

Em Belo Horizonte, a centenas de quilômetros do mar, uma praia no centro da cidade: a Praia da Estação. Ocupação iniciada em 2010, fortemente motivada por um decreto municipal que proibia eventos de qualquer natureza na Praça da Estação. Desde então a praia de BH reúne animados banhistas todos os sábados. Tamanho foi o sucesso que no ano seguinte o prefeito sancionou a Lei da Praça Livre, liberando os espaços públicos de BH para pequenos eventos. Para continuar vencendo outras batalhas urbanas, os banhistas mantém o bronzeado e o posicionamento político, sol a sol, decreto após decreto: a praça é do povo.

img_4559

O que essas duas iniciativas têm em comum? Militância urbanística! Sonhos de ocupação, realidades de resistência.

 

 

No último fim de semana aconteceu em Goiânia o “Congresso Nacional Cidade e Sustentabilidade” que promoveu a discussão “A Goiânia que Queremos”. Realizado no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás, o evento decorreu de uma parceria entre esta instituição e a Secretaria Municipal de Cultura e marcou as comemorações do aniversário do Batismo Cultural da cidade, que completará em outubro 80 anos de existência.

O evento contou com várias interessantes e motivantes palestras, a primeira delas proferida pelo jornalista Gilberto Dimenstein que explorou o tema ‘Diversidade Cultural’. Apresentando uma série de intervenções urbanas realizadas na Vila Madalena, em São Paulo, possibilitadas pelo envolvimento da comunidade local, o jornalista ressaltou a importância da diversidade cultural para o surgimento de ambientes criativos. Sugeriu que Goiânia pensasse em seus ‘desperdícios urbanos’ para então buscar unir os pontos da cidade, atraindo as pessoas a ocuparem esses espaços. “Você mede a cidadania de uma cidade pela largura de suas calçadas”, defendeu. Ao final apresentou seu Blog Catraca Livre que há anos divulga eventos e espaços em São Paulo que podem ser usufruídos de graça, e ofereceu à prefeitura de Goiânia a criação de uma plataforma similar sobre a capital goiana. Na segunda palestra do dia, o arquiteto Roberto Montezuma apresentou um estudo desenvolvido para o planejamento ambiental da cidade de Recife, intitulado Árvore da Água, numa proposta inovadora de integração radical entre projetos.

O dia seguinte começou com a fala do jornalista Washington Novaes com o tema “A Cidade Hoje”, explorando os problemas advindos da expansão indiscriminada da cidade sobre infraestruturas deficientes. No momento do debate a professora Ana Guiomar ressaltou que não são nada exploradas em nossa cidade suas dimensões ética e estética: faltam-nos estratégias que tragam às pessoas o prazer de viver a cidade e a administração municipal não se ocupa em preparar cidadãos. O arquiteto Érico Naves Rosa complementou com a necessidade de pensarmos o local, de promovermos além do macro o micro planejamento urbano. Em seguida a professora e arquiteta Marta Romero fez uma interessante apresentação sobre sustentabilidade no contexto urbano, defendendo que qualquer ideia de sustentabilidade deve provar sua operacionalidade. Apresentou a triste constatação de que a degradação urbana geralmente decorre de lacunas na caracterização da demanda e de imperícias técnicas na solução dos problemas e insistiu que a sociedade já possui o conhecimento técnico para fazermos a diferença, falta-nos agora a vontade política. Sobre mobilidade, dentre outros pontos ela defendeu que “Estacionamento não é um direito adquirido, é um problema privado” e reforçou que o consumo de energia nas cidades está diretamente relacionado com a morfologia urbana.

O evento foi encerrado no terceiro dia com a fala da economista Ana Carla Fonseca sobre “Cidades Criativas” como uma proposta de transformação urbana. Tentando contribuir com o contexto local convidou a plateia a pensar no quê que Goiânia tem de singular que pode fazer com que pessoas de outros lugares venham conhecê-la. Com um discurso muito próximo da primeira fala do evento, a do jornalista Gilberto Dimenstein, e muito aderente aos estudos do professor americano Richard Florida, defendeu como base de uma cidade criativa suas inovações, conexões e diversidade cultural.

Ainda que esta última palestra tenha acontecido com a casa cheia o evento foi criticado pelo público reduzido que recebeu nos outros dias, quando estiveram presentes poucos representantes de movimentos sociais e não se percebeu a presença dos legisladores municipais, atores fundamentais para as transformações urbanas que queremos. Apesar disso, foram registrados dois legítimos protestos no espaço do evento: um promovido pela Associação Verde Vale sobre as recentes alterações no Plano Diretor municipal e outro promovido por estudantes sobre a recente demolição de casas históricas no centro da cidade.

a goiania que queremos

Protesto contra a demolição da “Casa da Rua 20” marca congresso e exige providências da Prefeitura sobre o patrimônio edificado da cidade.

Como público presente, arquiteta e sobretudo como cidadã comprometida com a cidade em que resido, penso que temos que ocupar esses espaços de discussão sobre a cidade, para nos fazermos ouvidos, para resgatarmos uma cidadania aparentemente perdida por entre as vias públicas cheias de sujeira, pela poluição visual dos letreiros comerciais e pelo patrimônio edificado degradado que formam a paisagem da nossa cidade. A Goiânia que quero é uma cidade criativa e sustentável, que orgulha-se da sua diversidade cultural, da sua juventude, que preza pelo direito de desfrutarmos de todo o território, que fortalece as relações humanas, que respeita o ambiente, que permite que as pessoas interajam propositivamente com a cidade, construindo-a de baixo para cima.

E você, o que espera para Goiânia?

maiscor

E se pudesse oferecer a fachada cinzenta e envelhecida da sua casa a um artista para a embelezar? O projecto Color+City junta numa plataforma proprietários e grafiteiros com o objetivo de proporcionar espaços autorizados para estes últimos mostrarem legalmente a sua arte e contribuirem para ruas mais coloridas e mais bonitas na cidade.

O proprietário que queira doar o espaço só tem de se inscrever no site do projeto, indicar a localização e juntar fotos e autorização. Os artistas interessados só têm de reservar o seu espaço de preferência e dar largas à sua arte. O projeto está disponível para todo o Brasil!

Descubra mais no vídeo abaixo:

StairwayCinema1

Stairway Cinema é uma instalação artística concebida pelo coletivo de design experimental OH.NO.SUMO e que consiste numa ideia muito simples: um toldo sobre uma escada transforma-a numa mini-sala de cinema.

A instalação foi colocada num local considerado “ruim de esperar” por não ter espaços destinados para a interação social, apesar de situado próximo de pontos de ônibus e lavanderias, onde habitualmente se passa tempo em espera.

Em vez de cada um se isolar no seu celular, Stairway Cinema proporciona uma experiência de espera comunitária, social e divertida. Os vídeos exibidos são curtas-metragens partilhadas nas redes sociais e recomendadas pelos utilizadores.

1359905468_07

Dois grupos brasileiros cheios de ótimas intenções:

 

O Grupo Nômade, sediado em Porto Alegre, se propõe a ativar ideias através da colaboração e engajamento. São um think tank, subdividido em dois núcleos: o Estúdio Nômade, que desenvolve projetos de engajamento para empresas e governos, e a Nômade IND, um braço independente do grupo para o desenvolvimento de projetos autorais. Como instrumentos, o grupo utiliza arte, ciência e tecnologia para investigar novas formas de relacionamento entre as organizações e a sociedade.

Destaco dois de seus projetos independentes: o TransvençãoLAB, sediado no Nós Co-working e desenvolvido para criar projetos inovadores para a cidade, através da colaboração e da web. Com pouco tempo de existência já ganhou um prêmio da também recente Secretaria Nacional da Economia Criativa, por sua metodologia de aprendizagem em rede. E o Estante Pública, pouco mais antigo e famoso, inaugurado nas ruas da sortuda Porto Alegre em julho de 2008. O projeto, que investiga a gestão coletiva e popular de espaços urbanos, instalou desde então uma série de estantes com livros em pontos de ônibus em vários bairros da cidade. Com estruturas simples e sem nenhum tipo de controle de órgãos públicos ou privados, as estantes ocupam o inutilizado espaço para publicidade dos pontos de ônibus e permitem a livre troca de livros entre as pessoas. Poético!

 

Processo participativo do grupo USINA

Outro grupo muito bem intencionado é o USINA – Centro de Trabalhos para o Ambiente Habitado. São arquitetos, artistas, engenheiros, cientistas sociais e outros profissionais de diversas áreas, há mais de duas décadas propondo experiências territoriais num contexto de luta social e reforma urbana, especialmente em São Paulo. Construíram uma bela história ao lado de movimentos sociais, oferecendo-lhes um apoio técnico fortemente engajado, para a produção de empreendimentos habitacionais e equipamentos públicos, em áreas urbanas e rurais, além de planejamento urbano. Em verdadeiros canteiros de obras experimentais, o grupo faz uma arquitetura autogestionada, onde tudo – projeto, obra, técnica, estética – é discutido com os futuros moradores. São exitosas experiências de processos participativos na construção da cidade, somente possíveis com o envolvimento de profissionais interessados e dispostos em subverterem a ordem. Com muita maestria.